A toxoplasmose é uma das mais comuns parasitoses, afetando praticamente todos os animais mamíferos, em todo o mundo, inclusive o homem, sendo assim considerada uma importante zoonose.
Muito se fala na contaminação de gestantes e no papel dos felinos na transmissão desta doença. Hoje, sabemos que o felino na cadeia de transmissão representa uma pequena porcentagem quando comparada à facilidade da transmissão por outros meios. A forma mais comum de contrair a doença é através da ingestão de água e alimentos contaminados. A ingestão de carne crua ou mal passada, por exemplo, é um grande risco tanto para o homem como para os animais domésticos carnívoros, como os cães e os gatos.
O gato e os outros felídeos, que são os hospedeiros definitivos, estão relacionados com a produção e eliminação dos ovos do parasita (através das fezes) e perpetuação da doença, uma vez que eles não manifestam a doença normalmente, a não ser que sofram com uma grande queda de resistência. O animal pode ter a doença desde o seu nascimento.
Também no caso do homem, a toxoplasmose pode ser transmitida congenitamente, ou seja, da mãe para o feto, mas não se transmite de uma pessoa para outra. Normalmente, a maioria das pessoas desenvolve anticorpos contra a doença, fazendo com que ela não se desenvolva e não cause grandes maus. O grande perigo é a infecção ocorrer nos três primeiros meses de gestação, o que pode causar sérios riscos ao feto.
Os sintomas são comuns entre todas as espécies, podendo ocorrer febre, distúrbios gastroentéricos, sintomatologia neurológica, problemas de visão, problemas respiratórios e aumento dos gânglios linfáticos.
O diagnóstico é realizado através de exames de sangue. Na maioria dos casos não é necessário tratamento, já que o sistema imune, geralmente, dá conta do problema. Na prenhez ou em animais imunodeprimidos, utiliza-se quimioterápicos e antibióticos.
Como sempre, prevenir é a forma mais fácil de se livrar da doença. Primeiramente, o mais importane, não ingerir carnes cruas ou mal cozidas. Os proprietários de gatos não tem o que temer, desde que mantenham os padrões de higiene. Lavar as caixas de areia com água, ferver freqüentemente e utilizar luvas na manipulação, alimentar os animais apenas com ração, água de boa qualidade e não lhes permitir caçar outros animais ajuda muito na sua e na saúde de todos os seus familiares, além de manter o seu bichano livre desta enfermidade tão comum entre eles.
Publicado no Jornal Guarulhos
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