Coprofagia, o Que é Isso? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dr. Rafael Claro Marques   

hábito de comer fezesA coprofagia, ou o hábito de comer fezes (própria ou de outros animais) é uma queixa muito comum na clínica veterinária.

O problema não é tão simples assim, estudos sobre coprofagia ainda não chegaram a uma resposta e muito menos a um tratamento definitivo, sendo que existem várias explicações para tal fato, onde devemos primeiro classificar e identificar a origem do problema.

As causas da coprofagia podem ser nutricionais ou comportamentais. Quanto às causas nutricionais, temos em primeiro lugar a verminose. O déficit de proteínas, energia, gorduras, aminoácidos, vitaminas e etc que os vermes causam ao animal pode ser a causa do mau hábito, fazendo com que o animal ingira as fezes para realizar um balanceamento nutricional. Entretanto, a maioria das pessoas acha que sempre o problema é esse e, quase sempre, estão enganadas. Atualmente, observamos outras causas relacionadas à nutrição, como: síndrome da má absorção, pancreatite, dietas muito ricas em carboidratos e fibras, baixos níveis protéicos e alimentação insuficiente.

Já as causas relacionadas ao comportamento, incluem: cães que ficam muito tempo sozinhos, fazendo disso um hábito para chamar a atenção do proprietário, cães confinados, animais que sofreram algum tipo de punição quando defecaram em local inapropriado (o animal associa a presença de fezes no local à punição, então come antes que o proprietário veja), ansiedade por conflito ambiental (a união com outro animal no mesmo ambiente pode estressar o cão, levando-o à coprofagia) e distribuição errônea do espaço necessário para o animal (cães que não dispõem de espaço suficiente e são forçados a defecar em seu espaço de dormir acabam por ingerir suas fezes para manter o espaço limpo).

Assim, antes de qualquer coisa precisamos investigar o que pode estar causando este péssimo hábito. Quando o problema estiver relacionado ao comportamento do animal, é necessária compreensão do proprietário e paciência. Há casos em que é preciso também a ajuda de um adestrador. Atualmente, observo uma grande melhora dos meus pacientes quando indicamos uma terapia à base de Florais de Bach (essências capazes de reorganizar os estados mentais e emocionais negativos, e que auxiliam no controle da personalidade, índole e comportamento do animal, tratando o doente e não a doença).

Publicado no Jornal Guarulhos Hoje, em 31/10/2009.

Última atualização em Qui, 11 de Fevereiro de 2010 14:50