Cálculos Urinários em Gatos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dr. Rafael Claro Marques   

Cálculos Renais em GatosNa semana passada, falamos sobre os cálculos urinários em cães, hoje falaremos sobre o mesmo problema, mas nos felinos, sendo esta doença muito mais presente nos animais desta espécie, que na canina.

Os felinos apresentam uma síndrome, caracterizada como Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF), que pode reunir uma série de desordens que afetam a bexiga e a uretra dos felinos domésticos. As causas podem ser obstrutivas ou não. Dentre as mais freqüentes estão a presença de tampões uretrais ou de urólitos ("pedras") no trato urinário e as cistites (inflamação da bexiga urinária). Os principais sinais clínicos são presença de sangue na urina, dificuldade para urinar ou urina pouco, várias vezes; lambedura do pênis e presença ou não de obstrução uretral. Animais com obstrução total apresentam ainda febre e muita dor abdominal.

O macho e a fêmea são acometidos na mesma proporção, mas pelas diferenças anatômicas, os machos por terem a uretra mais longa e estreita estão mais predispostos à obstrução. Desse modo, a síndrome é mais vista em gatos machos, castrados, com 2 a 7 anos de idade, que consomem basicamente alimento balanceado seco e bebem pouca água.

Os problemas urinários parecem ser mais comuns em algumas raças que em outras. Os Persas apresentam uma incidência maior que os Siameses, por exemplo. Os animais confinados podem estar mais predispostos pela falta de atividade física que em contrapartida pode reduzir o consumo de água e a freqüência urinária, eventualmente favorecendo a formação de cristais na urina.

O diagnóstico é realizado através do histórico do animal, exame físico e exames complementares (laboratoriais e de imagem). Na maioria dos casos é necessária a realização de exames de urina para a análise do cálculo e, nos casos de infecções, é necessário realizar o cultivo da bactéria presente na urina para escolher o antibiótico mais adequado.

Muitos casos apresentam novas recidivas se não for instituída uma terapia eficiente, animais que já tenham apresentado a enfermidade precisam aumentar a ingestão de água e mudar a alimentação. Sempre indico para os proprietários comprarem fontes de água e espalharem pela casa ou quintal, já que os felinos adoram água fresca e corrente.

É importante lembrar que gatos em qualquer idade estão susceptíveis em desenvolver esta enfermidade, portanto fique atento aos sinais e ao comportamento do seu gato ao urinar. Quanto mais cedo você perceber uma disfunção, maiores serão as chances de cura e menor o sofrimento do seu bichano.

Publicado no Jornal Guarulhos Hoje, em 16/01/2010.

 

Última atualização em Dom, 13 de Novembro de 2011 17:51