Todo mundo já viu alguma vez um cão cheirando a região abaixo do rabo de outro cão. Este é o meio por onde eles se identificam e se reconhecem. Os cães identificam uns aos outros através do cheiro e, é nesta região, que se localizam duas bolsas, as quais abrigam um par de glândulas denominadas ad-anais.
As glândulas ad-anais são parte do sistema de marcação territorial do cão e do gato. Após evacuar, a glândula ad-anal secreta um líquido (de coloração castanho, espesso e de odor fétido) sobre as excretas, marcando-as com seu odor único e característico.
Quando estes animais passam por situações de perigo ou estresse, eles comprimem a glândula ad-anal liberando um cheiro intenso para outros animais e pessoas, mostrando situações de alarme ou perigo.
Entretanto, algumas raças como os Poodles, Dachshunds e alguns spaniels possuem as glândulas localizadas de tal forma anatômica que elas não se esvaziam regularmente. Quando isto ocorre, a glândula pode inflamar e trazer um grande desconforto para o nosso amigo. Com a inflamação, normalmente observamos também dificuldade para defecar, grande sensibilidade da região e aumento de volume. Por esse motivo, o animal pode ficar muito incomodado e começar a raspar a parte traseira no chão e até a lamber o local insistentemente. Os gatos também estão susceptíveis a inflamação da glândula ad-anal e podem sofrer com este incômodo, nem sempre percebido rapidamente pelo seu proprietário.
Nos casos mais graves, o quadro pode evoluir para uma infecção bacteriana e a formação de fístula (ferimento na pele com drenagem de sangue ou pús). O tratamento é realizado através do esvaziamento da glândula afetada com a compressão manual, limpeza, desinfecção da região e ainda administração de antibióticos e antinflamatórios.
Alguns animais podem ainda apresentar recidivas freqüentes da inflamação e da fístula, havendo a necessidade de tratamento cirúrgico, realizando-se a retirada das bolsas e das glândulas ad-anais.
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