| As Doenças do Carrapato |
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| Escrito por Dr. Rafael Claro Marques |
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melhor dessas doenças que podem levar a morte os nossos animais. Entre essas diversas enfermidades, merecem destaque a Erliquiose e a Babesiose por serem as mais comuns atualmente. Através de sua saliva anticoagulante, o carrapato infectado transmite a doença. Num ciclo vicioso onde o carrapato contamina um cão e um cão contamina um carrapato, é causada a transmissão da bactéria Ehrlichia canis e/ou do hematozoário Babesia canis. Estes parasitas atacam os glóbulos brancos e glóbulos vermelhos, respectivamente, levando os animais a uma depressão e anemia severa. Os sinais clínicos podem ser divididos em três fases: aguda (início da infecção), subclínica (geralmente assintomática) e crônica (nas infecções persistentes). Nas áreas endêmicas, observa-se freqüentemente a fase aguda da doença caracterizada por: febre, perda de apetite e de peso, fraqueza muscular. Em alguns casos observam-se secreção nasal, perda total do apetite, depressão, sangramentos pela pele, nariz e urina, vômitos ou ainda edema nos membros. Este estágio pode permanecer por até 4 semanas e, ocasionalmente pode não ser percebido pelo proprietário. A fase subclínica é geralmente assintomática, podendo ocorrer algumas complicações tais como depressão, hemorragias, edema de membros, perda de apetite e palidez de mucosas. Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença. Nesta fase, a doença assume as características de uma doença auto imune, com o comprometimento do sistema imunológico. Geralmente o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarréias, problemas de pele dentre outras. O animal pode também apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue), predisposição a hemorragias ou cansaço e apatia devidos à anemia. Os critérios para o tratamento variam de acordo com a precocidade do diagnóstico, da severidade dos sintomas clínicos e da fase da doença que o paciente se encontra quando do início do tratamento. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de sucesso no tratamento. O tratamento na fase aguda pode durar até 21 dias e na fase crônica até 8 semanas. Devido à inexistência de vacina contra esta enfermidade, a prevenção é a melhor forma de combater a doença, sendo realizada através do tratamento dos animais doentes e do controle do vetor da doença: o carrapato. Para tanto, produtos carrapaticidas ambientais e de uso tópico são bastante eficazes. Assim, mantenha o seu cãozinho sempre protegido dos carrapatos, dessa forma você ajuda a combater a doença e livra o seu animal desse risco. Publicada Jornal Guarulhos Hoje 29/08/2009 |
| Última atualização em Seg, 01 de Fevereiro de 2010 11:25 |




Uma série de enfermidades são transmitidas por carrapatos, sendo extremamente importante conhecer algumas características das "doenças do carrapato", tanto para evitarmos um pânico desnecessário, como também para podermos nos precaver